quinta-feira, 6 de setembro de 2007

TIPO: MENSAL

REDATORAS DO GRUPO: THAÍS SANTOS ; CHEYENNE ; CAROLINA LOPES E JÉSSICA ARAÚJO.

TEMA: A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

SUBTEMA: A INFLUÊNCIA DA PROPAGANDA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.




Hoje em dia a internet, juntamente com a televisão, tem sido a melhor maneira de comunicar e repassar informações no mundo. Mas, na época em que se passo a Primeira Guerra Mundial,essa tecnologia era praticamente inexistente, e os ideais da guerra eram repassados através de pôsteres, jornais, revistas. O cinema, embora naquele período ainda estivesse engatinhando na sua existência, também serviu para influenciar a população com relação aos pensamentos e táticas presentes na mente dos guerrilheiros. Com o texto a seguir, pretendemos mostrar a todos que a propaganda e o cinema sempre estiveram presente na vida da população, seja nos dias de hoje, com um altíssimo grau de tecnologia, seja no século passado, quando os investimentos tecnológicos ainda não tinham atingido seu máximo de esplendor.


A Redação





A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL




A Primeira Guerra Mundial é considerada por muitos como o marco do início do século XX. Foi através desta Guerra que se estabeleceram as novas forças mundiais (Estados Unidos) e se deu o declínio de outras (países europeus).
A Grande Guerra, como é também chamada, foi marcada por uma intensa tecnologia armamentista utilizada em Guerra, que, até então, não se tinham indícios. Ao lado dessa tecnologia, foram empregadas outros tipos de armas, que conseguiam mexer com o psicológico da população. Era o início da utilização da propaganda em massa. E é sobre a utilização desta na Primeira Guerra Mundial que nós iremos comentar.

A INFLUÊNCIA DA PROPAGANDA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


A propaganda, seja ela feita através da televisão, jornais ou mesmo pôsteres, sempre foi uma maneira de manipular a população sobre algum assunto.
Durante as Guerras, as técnicas utilizadas para formar uma propaganda são organizadas e aplicadas de tal maneira que consigam influenciar a opinião pública a ficar do lado daquele que a produz. Outro objetivo ao criar uma propaganda é provocar o ódio inimigo. Durante a Primeira Guerra Mundial, a propaganda foi muitíssimo utilizada pra fins militares e, sem dúvida nenhuma foi, ao lado das inovações tecnológicas da época, uma grande arma nas mãos das nações participantes. Os países que participaram da Primeira Guerra usaram pôsteres para justificar a sua participação perante a sua própria população e também para conseguir civis que quisessem entrar em campo de batalha, dinheiro e recursos para sustentar a sua campanha. Os cartões-postais feitos na época eram utilizados para colocar figuras de cenas reais de combates que mostravam toda a destruição e o horror causado pelo país inimigo. Os líderes dos países sempre se diziam envolvidos nos combates por motivos nobres e, a propaganda, era uma forma de tentar provar isso ou forçar a população a acreditar nisso. A Inglaterra dizia estar na defesa de nações mais fracas. A França acreditava lutar pelos eternos valores do humanismo. Woodrow Wilson, presidente dos Estados Unidos, dizia querer salvar o mundo do militarismo. Já os Alemães, diziam que a guerra era uma luta do bem contra o mal, sendo o bem a defesa de uma cultura muito superior às outras, a alemã.


Os países que mais entraram nessa "onda" foram os participantes da Tríplice Entente.


A Grã-Bretanha foi a nação que provou para o mundo que o uso de pôsteres era realmente fundamental para influenciar os caminhos da Guerra. Em 1914, os britânicos criaram uma agência específica pra realizar esse trabalho, a Agência de Propaganda de Guerra. Dentre os contribuintes para essa agência seguir enfrente estavam os órgãos privados e os escalões políticos e militares das forças armadas e do governo. Com a ampliação do conflito e seu desenrolar foi necessária a criação de um departamento próprio para organizar informações especificas. O ótimo sistema de jornais dos britânicos contribui muito para as suas finalidades bélicas. Os ingleses mostravam em suas propagandas que os alemães é que faziam propagandas de guerra; vendiam sua imagem como a de um povo culto e transformava o inimigo em algo grotesco e cruel. Esta nação apresentava apenas um exército profissional em 1914 e a utilização de pôsteres ajudou no recrutamento de soldados. A França e Alemanha gostaram da idéia e passaram a copiá-la.


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Figura 1 - Cartão-postal inglês intitulado “A honra alemã que se tornou vergonhosa.” Revela a barbárie alemã com a crucificação de uma mãe.

Figura 2 - Cartão-postal inglês mostrando uma nova tecnologia, surgida em 1916, que ajudou a derrotar os alemães na frente ocidental: o tanque de guerra. A peça foi intitulada Tanque britânico destruindo ninho de metralhadora inimigo.

Já a França usava nas suas propagandas lemas como “Pelo direito e para a civilização”; “Pela liberdade dos povos”; “Gloria à nossa França eterna”, etc. Como a França foi um dos países que mais sofreram com os impactos da guerra, ela utilizava a propaganda como um modo de manter a ira da sua população contra os seus invasores. Com isso, os seus apelos eram ouvidos por diversos países que acabavam por ajudá-la.


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Figura 1 - Cartão-postal francês intitulado “Irmãos de armas”. Mostra a entrada dos Estados Unidos na guerra, em 1917, selando a amizade entre os dois povos, fator que deu novo fôlego aos aliados ocidentais.

Figura 2 - Postal 1 Cartão-postal francês intitulado Pelo Direito e para a Civilização, onde se vê a efígie do presidente Wilson dos Estados Unidos e as bandeiras daquele país e a da França.

Figura 3 - Postal 3 Cartão-postal francês intitulado Pelo Direito e para a Civilização. Faz parte de uma série que mostra os grandes heróis franceses da Primeira Guerra Mundial. Neste postal aparece o Marechal Joffre.

Os Estados Unidos foi uma das nações que entrou apenas quando a guerra já estava acabando. Contudo, o número de propagandas financiadas e realizadas por ele foi muito grande. Esse trabalho de comunicação feito pelos norte-americanos foi resultado da ação de duas agências: a civil e a militar. A civil criou diversas seções especializadas em filmes, cartazes, imprensa de língua estrangeira, artigos, crônicas, histórias em quadrinhos; todas relacionadas com a guerra. Porém essas peças de comunicação tiveram um grande estimo apenas no exterior, gerando internamente atitudes pacificadoras.

Logo mais, há um vídeo com imagens de outros países que utilizaram a propaganda apenas como uma aliada para combater o inimigo e, que não deram uma importância tão fundamental para ela como a Inglaterra, a França e os Estados Unidos deram:



A propaganda alcançou um enorme êxito na Primeira Guerra Mundial, atingindo uma enorme proeminência nos combates. E não é à toa que essa influência toda da propaganda em uma guerra leva o nome de “guerra psicológica”.


O CINEMA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


O “cinema de guerra” é, assim como os pôsteres e jornais, uma forma de veicular diversas idéias políticas, sociais e econômicas. O cinema, apesar de na época não ser muito desenvolvido, era uma das principais formas de convencer os cidadãos a lutarem contra os inimigos.

A utilização de filmes cinematográficos na Primeira Guerra Mundial ocorreu devido à existência de esforços armamentistas. Contudo, essa utilização existiu de uma forma bastante limitada e sem muitos recursos. O cinema ainda não tinha conseguido conquistar a confiança dos poderes políticos e militares, e também ainda não conquistara a atenção de boa parte da população.

Os Estados Unidos eram responsáveis por boa parte das poucas fitas que circulavam entre o mundo no período da Guerra. Essa hegemonia na parte cinematográfica existia devido ao elevado nível industrial que o cinema norte-americano conquistou e ao elevado nível de público “seduzido”. Os filmes criados pelos diretores dos Estados Unidos direcionados à Guerra possuíam mensagens pacíficas curiosas. Dentre os exemplos mais conhecidos podemos destacar Civilization, criado em 1916, rodado em terras espanholas e produzido pelo diretor Thomas H. Ince, que tinha por objetivo apoiar a candidatura do presidente Woodrow Wilson. Um filme que retrata a raiva dos norte-americanos contra os alemães é Bahind the Door, também de Thomas Ince, que foi filmado logo após a Primeira Guerra, em 1920. Nesse filme, é mostrado como os tripulantes de um submarino alemão violentaram e assassinaram uma enfermeira norte americana e depois se desfizeram do corpo através de um lança-torpedos.

A Itália e a França eram, antes da guerra, as potências cinematográficas da Europa, mas durante e depois do desastre resultante da Grande Guerra, o cinema nessa região foi terrivelmente arrasado.

Podemos dizer que os filmes dessa época eram de uma complexidade mínima e diziam tudo em poucas palavras. Devido a isso limitamos o nosso estudo sobre esse assunto a esse pequeno texto.

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Referências Bibliográficas:









quarta-feira, 9 de maio de 2007

O Vinho
Não se sabe ao certo quando a humanidade começou a beber vinho. Não existem documentos que comprovem, mas a história nos faz ver que o vinho foi uma daquelas criações acidentais, que ocorreram por acaso, pois para obter-se o vinho, bastava ter um punhado de uvas amassadas em um recipiente, e esperar o efeito da fermentação sobre estas.
O vinho tem uma grande importância para todos os povos. Nos países do Mediterrâneo, o vinho ganha força como uma bebida divina. Para os gregos e os romanos, existem personagens enófilos em sua mitologia. O vinho também está presente no Cristianismo, tendo em vista que Jesus Cristo utiliza desta bebida para simbolizar seu sangue e representar um milagre. Além do mais, os cristãos acreditam que foi Noé que, ao plantar um vinhedo, produziu o primeiro vinho mundial. Devido a isso, mais tarde a Igreja Católica começou a pregar o consumo litúrgico da bebida e a produzi-la.
Ao que tudo indica, a produção e a degustação de vinhos iniciou-se com os egípcios. Lá os faraós ofereciam vinhos e queimavam vinhedos aos deuses; os sacerdotes utilizavam estes em rituais; os nobres em suas diversas festas e as demais classes eram impossibilitadas de comprá-lo, devido ao seu alto preço.
A partir de 2.500 a.C., os vinhos egípcios começaram a serem exportados para a Europa Mediterrânea, África central e diversos reinos asiáticos. Depois disso, a bebida tornou-se mais cultivada e cultuada como jamais havia acontecido no Egito.
Apesar do sucesso que fazia, os vinhos desta época eram considerados fortes e grotescos, eram ingeridos com água do mar e reduzido a um xarope muito espesso e turvo que tinha que ser coado em um pano e dissolvido em água quente. Isto tudo fazia com que o vinho adquirisse um gosto mais leve. Outro método de melhorar o vinho era colhendo as uvas o mais tardar possível, imaturas e deixando-as ao sol para que secasse e assim houvesse a concentração do açúcar. Este método era utilizado, pois o vinho doce era um dos preferidos pela população da época.
Os romanos foram outra civilização muitíssimo importante para a expansão do vinho. Lá em Roma, os vinhedos eram cultivados em áreas interioranas e regiões conquistadas. Eles usavam o vinho como uma forma de marcar território, assim impondo os seus costumes e sua cultura nas áreas conquistadas. Os romanos tinham um processo de envelhecimento do vinho muito moderno. O vinho era levado a barris de madeira, onde era aprimorado o seu sabor. Tal costume existe ainda hoje nos vinhedos de Portugal e Itália.
Mas, mais tarde, a civilização romana perdeu o poder. E logo após disso, houve uma crise que abateu toda a Europa. Com isso, havia um péssimo relacionamento entre as províncias, causando uma grande instabilidade política. A vinicultura sofreu um enorme retrocesso, pois já não se tinha mais barris de boa madeira para o armazenamento da bebida. A importância do vinho só voltou a existir com o surgimento de um grande poder religioso: a Igreja Católica.
Com a Revolução Industrial, o vinho perdeu a sua qualidade, pois passou a ser fabricado com técnicas menos rústicas, para que houvesse uma produção em massa e uma venda barata.
Depois destes altos e baixos, no século XX a vinicultura evolui muito novamente, acompanhando os avanços da tecnologia e da genética. A junção genética das cepas das uvas, a formação de leveduras transgênicas e a produção mecanizada elevaram a qualidade e o sabor do vinho.
No Brasil, as primeiras videiras chegaram junto a Martin Afonso de Souza, em 1532. Estas eram advindas de Portugal e da Espanha e eram de qualidade vitis vinifera.
Hoje, destaca-se no Brasil a produção de espumantes. Os espumantes brasileiros estão entre os melhores do mundo.

Tipos de Vinhos

Quanto a sua produção, existem 5 tipos de vinhos: tintos, brancos, rosés, espumantes e fortificados.
Os vinhos brancos são obtidos através de uvas brancas ou uvas tintas descascadas; os tintos são obtidos através das uvas tintas (aquelas em que a polpa possui pigmentos). Já os vinhos rosés são feitos de duas maneiras: ou mistura-se o vinho tinto com o vinho branco, ou diminui-se o tempo de maceração (contato do mosto com a casca) durante a vinificação do vinho tinto. Os espumantes passam por uma segunda fermentação alcoólica, que é ou na garrafa (método tradicional) ou em alto claves (tanques isobarométricos). Ambas as formas de vinificação fazem a fermentação em um recipiente fechado incorporando CO2 ao líquido e dando origem às borbulhas.
Os fortificados tem a sua fermentação alcoólica interrompida pela adição de aguardente vínica. De acordo com o momento da interrupção, torna o gosto mais ou menos doce. Como exemplos deste vinho temos o vinho Madeira, o xerez e o Marsala.