quarta-feira, 9 de maio de 2007

O Vinho
Não se sabe ao certo quando a humanidade começou a beber vinho. Não existem documentos que comprovem, mas a história nos faz ver que o vinho foi uma daquelas criações acidentais, que ocorreram por acaso, pois para obter-se o vinho, bastava ter um punhado de uvas amassadas em um recipiente, e esperar o efeito da fermentação sobre estas.
O vinho tem uma grande importância para todos os povos. Nos países do Mediterrâneo, o vinho ganha força como uma bebida divina. Para os gregos e os romanos, existem personagens enófilos em sua mitologia. O vinho também está presente no Cristianismo, tendo em vista que Jesus Cristo utiliza desta bebida para simbolizar seu sangue e representar um milagre. Além do mais, os cristãos acreditam que foi Noé que, ao plantar um vinhedo, produziu o primeiro vinho mundial. Devido a isso, mais tarde a Igreja Católica começou a pregar o consumo litúrgico da bebida e a produzi-la.
Ao que tudo indica, a produção e a degustação de vinhos iniciou-se com os egípcios. Lá os faraós ofereciam vinhos e queimavam vinhedos aos deuses; os sacerdotes utilizavam estes em rituais; os nobres em suas diversas festas e as demais classes eram impossibilitadas de comprá-lo, devido ao seu alto preço.
A partir de 2.500 a.C., os vinhos egípcios começaram a serem exportados para a Europa Mediterrânea, África central e diversos reinos asiáticos. Depois disso, a bebida tornou-se mais cultivada e cultuada como jamais havia acontecido no Egito.
Apesar do sucesso que fazia, os vinhos desta época eram considerados fortes e grotescos, eram ingeridos com água do mar e reduzido a um xarope muito espesso e turvo que tinha que ser coado em um pano e dissolvido em água quente. Isto tudo fazia com que o vinho adquirisse um gosto mais leve. Outro método de melhorar o vinho era colhendo as uvas o mais tardar possível, imaturas e deixando-as ao sol para que secasse e assim houvesse a concentração do açúcar. Este método era utilizado, pois o vinho doce era um dos preferidos pela população da época.
Os romanos foram outra civilização muitíssimo importante para a expansão do vinho. Lá em Roma, os vinhedos eram cultivados em áreas interioranas e regiões conquistadas. Eles usavam o vinho como uma forma de marcar território, assim impondo os seus costumes e sua cultura nas áreas conquistadas. Os romanos tinham um processo de envelhecimento do vinho muito moderno. O vinho era levado a barris de madeira, onde era aprimorado o seu sabor. Tal costume existe ainda hoje nos vinhedos de Portugal e Itália.
Mas, mais tarde, a civilização romana perdeu o poder. E logo após disso, houve uma crise que abateu toda a Europa. Com isso, havia um péssimo relacionamento entre as províncias, causando uma grande instabilidade política. A vinicultura sofreu um enorme retrocesso, pois já não se tinha mais barris de boa madeira para o armazenamento da bebida. A importância do vinho só voltou a existir com o surgimento de um grande poder religioso: a Igreja Católica.
Com a Revolução Industrial, o vinho perdeu a sua qualidade, pois passou a ser fabricado com técnicas menos rústicas, para que houvesse uma produção em massa e uma venda barata.
Depois destes altos e baixos, no século XX a vinicultura evolui muito novamente, acompanhando os avanços da tecnologia e da genética. A junção genética das cepas das uvas, a formação de leveduras transgênicas e a produção mecanizada elevaram a qualidade e o sabor do vinho.
No Brasil, as primeiras videiras chegaram junto a Martin Afonso de Souza, em 1532. Estas eram advindas de Portugal e da Espanha e eram de qualidade vitis vinifera.
Hoje, destaca-se no Brasil a produção de espumantes. Os espumantes brasileiros estão entre os melhores do mundo.

Tipos de Vinhos

Quanto a sua produção, existem 5 tipos de vinhos: tintos, brancos, rosés, espumantes e fortificados.
Os vinhos brancos são obtidos através de uvas brancas ou uvas tintas descascadas; os tintos são obtidos através das uvas tintas (aquelas em que a polpa possui pigmentos). Já os vinhos rosés são feitos de duas maneiras: ou mistura-se o vinho tinto com o vinho branco, ou diminui-se o tempo de maceração (contato do mosto com a casca) durante a vinificação do vinho tinto. Os espumantes passam por uma segunda fermentação alcoólica, que é ou na garrafa (método tradicional) ou em alto claves (tanques isobarométricos). Ambas as formas de vinificação fazem a fermentação em um recipiente fechado incorporando CO2 ao líquido e dando origem às borbulhas.
Os fortificados tem a sua fermentação alcoólica interrompida pela adição de aguardente vínica. De acordo com o momento da interrupção, torna o gosto mais ou menos doce. Como exemplos deste vinho temos o vinho Madeira, o xerez e o Marsala.

3 comentários:

Andiara disse...

Oiiee..
depois tu comente nu meu tbm tah??
haushaushuahs
eu naum fiz aidna..://
mas o teu tah lindooo!!
heheh..
mtooo fofo..
a sora(se ela ver isso..^^)
vai gostar com certeza..xD
ahh..gostei do tema..O vinho..
é bem interessante..=]
bjo0o
Parabéns!!
heheheh..
^^
*

Cheyenne Duanne disse...

Ta muito bom teu texto!
Assunto beem interessante!
Beijos irmandade
\o>

Pat. disse...

Que blog bonito!
E interessante.Gostei da sua pesquisa sobre o vinho. Parabéns!
Beijocas
Professora Patrícia